TEATRO

DRAMAMIX
Leituras encenadas por grupos teatrais contemporâneos de textos curtos escritos pelos autores convidados Lauro César Muniz, Marcelo Rubens Paiva e Sergio Roveri, que tem como tema a ditadura.


19h00: No Tempo da Ditadura, de Marcelo Rubens Paiva - A partir de três textos narrativos, depoimentos de Marcelo Rubens Paiva sobre o desaparecimento de seu pai, o deputado Rubens Paiva, em 1971, “Trabalhando o sal”, “No tempo da ditadura” e “Tortura”, o Pessoal do Faroeste mistura vídeo, som, corpo e voz para uma leitura encenada para “descomemorar” o golpe militar de 1964. Autor: Marcelo Rubens Paiva. Adaptação e direção: Paulo Faria. Vídeo: Dário José. Som: Jorge Peña. Luz: Beto Magnani. Produção: Priscila Machado. Com Beto Magnani, Érika Moura, Paulo Faria e Roberto Leite.

20h30: O Mito, de Lauro César Muniz -  Político 'biônico' (nomeado a cargo eletivo sem ter sido eleito) morre enquanto transa com sua secretária. Com a chegada de seu assessor e mais tarde de sua esposa, a conversa dos dois revela a vida pessoal e política desse homem, expondo um caráter hipócrita, corrupto e antiético. Direção: Fernando Neves. Com Os Fofos Encenam - Carlos Ataide, Eduardo Reyes, Erica Montanheiro. Katia Daher e Paulo de Pontes.

22h00: A Voz de Esperança, de Sérgio Roveiri – atores MCs munidos de microfones e em contracena com um DJ compõe a encenação. 4 microfones na boca de cena emolduram a ação onde a polifonia entremeada de música evoca um tempo passado mas que continua latente na memória. Direção: Cláudia Schapira. Com o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos - Atores MCs: Eugênio Lima, Luaa Gabanini, Roberta Estrela D’Alva e André Capuano.

Quando: 31 de março (segunda-feira)
Onde: Teatro de Arena


CENA CONTEMPORÂNEA
Grupos teatrais apresentarão durante a Vigília pela Liberdade cenas/ leituras de peças contemporâneas que abordam o tema da ditadura.

 

HIP-HÓPERA BRASILEIRA : TRECHOS MUSICAIS DE ORFEU MESTIÇO! - A partir do espetáculo “Orfeu Mestiço – Uma Hip-hópera Brasileira”, a Cia Teatral Núcleo Bartolomeu de Depoimentos faz um painel histórico-musical da época da ditadura e de algumas situações que repercutiram durante esse período. Especificamente situam a ação na cena que retrata os festivais de música, utilizando esse instante para emoldurar músicas e alguns textos criando um painel fragmentado da ditadura e da obra como um todo.

Texto e Direção: Claudia Schapira. Direção Musical: Eugênio Lima e Roberta Estrela D’Alva. Direção de Movimento e Coreografias: Luaa Gabanini. Atores-MCs (elenco): Cristiano Meirelles, Daniela Evelise, Eugênio Lima, Luaa Gabanini, Ricardo Leite e Roberta Estrela D’Alva. Músicos-Ogãs e Dançarinos: Cássio Martins e Giovane Di Ganzá, Alan Gonçalves, Daniel Laino, Antônio Malavoglia, Bruna Braga, Bruna Maria e Lígia Nicácio.

Duração: 40 minutos. Classificação: 12 anos. 
Quando: 30 de março, domingo, às 17h00. 
Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt.


WALMOR E CACILDA 64 - O ROBOGOLPE - “Foi decretado estado de sítio. Suspensão dos direitos políticos. Cassação! O Teatro está como ponto de mira. Gorilas e entreguistas encenam essa Produção”. A violência da censura foi imediatamente dirigida à arte: invasão a teatros, prisões de artistas, malas de objetos, perucas e figurinos de teatro sendo enterrados e amurados para escapar da repressão. Dentre as inúmeras perseguições dirigidas a artistas e a militantes, Cleyde Yáconis se torna alvo e é presa pelo DOPS. Cacilda Becker entra em cena convocando os meninos do Oficina e do Teatro de Arena, fazendo do DOPS palco da ação revolução teatral, ao mesmo tempo que as ruas eram feitas palco do teatro do mundo. A violência da repressão dirigida aos artistas é combatida com beleza: artistas de teatro tomam a delegacia vestidos com máscaras de carnaval e paletós, carregando consigo a força cômica do teatro, transformando a maldade em teatralidade. Cacilda, diante do delegado do DOPS, toma frente do partido do teatro, da política do teatro, que é a provocação, agitação transformadora, força da qual ela mesma é prova viva em carne. Tendo vivido Antígone no palco, Cacilda afirma: “O humano que experimenta uma vez na vida Antígone, esquece o clone - não mais baixa a cabeça, nem reza ou curva a coluna para um César”.

Direção: José Celso Martinez Corrêa. Elenco: Artistas da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona.

Duração: 90 minutos.
Quando: 01 de abril, terça-feira, às 21h30.
Onde: Teatro Oficina.


SABIÁ – Inspirado na música de Tom Jobim e Chico Buarque, traz a estória de Joana que teve o irmão, Ricardo, que se envolveu com a guerrilha armada, sumido em 1971. Em 2000, na era FHC, Joana recebe a visita da antiga namorada do irmão, Helena, que volta para revelar um segredo que envolve o passado dos três. O Brasil entre 65 e 71 é retomado pela memória das amigas. A peça foi a terceira montagem do Pessoal do Faroeste. Estreou em janeiro de 2000, circulou até o ano de 2006 e será remontada neste primeiro semestre. A leitura reunirá atores que fizeram a primeira montagem.

Direção: Paulo Faria. Elenco: Bri Fiocca, Daniel Alvim e Nara Gomes. Iluminação: Beto Magnani. Sonoplastia: Jorge Peña.

Duração: 50 minutos.
Quando: 01 de abril, terça-feira, às 19h00.
Onde: Teatro de Arena.


50 ANOS EM 5 ATOS INSTITUCIONAIS – Farsa Cinquentenária
Onde: Satyros II

O projeto, com direção geral de Asdrúbal Serrano, percorre por meio de cinco peças teatrais denominadas “Atos Institucionais”, cinquenta anos do golpe militar a partir de peças tragicômicas desenvolvidas ao longo dos últimos anos pelo Nupeac – Núcleo de Pesquisa e Ação em Arte Comunitária. Na montagem as pesquisas transcorreram em quatro eixos estruturantes: o Teatro Dialético (de Bertolt Brecht), o Teatro do Oprimido (de Augusto Boal), o Teatro Pobre (de Jerzy Grotowski) e o Teatro Popular (de Idibal Pivetta do Teatro Popular União e Olho Vivo).

Ato Institucional Nº 1 - A Cidade Morena da Vaquinha Mococa – Comédia em um ato. A peça percorre cinquenta anos do golpe militar a partir da cidade de Caconde. O espetáculo mostra as peculiaridades de seus personagens ao longo de décadas e traça um perfil social e político que percorre desde a ditadura militar (que elegeu provisoriamente o “cacondense” Ranieri Mazzilli) à contemporaneidade (com a omissão dos seus representantes políticos). Texto e Direção de Asdrúbal Serrano. Com o Teatro Popular Cara e Coragem. Duração 60 minutos. Classificação 14 anos. Quando: 31 de Março, segunda-feira, às 21h00.

Ato Institucional Nº 2 - Etty Fraser é Mulher? – Comédia em oito quadros. As desventuras de uma trupe de artistas populares contrários ao golpe militar que ocupa um teatro abandonado e, naquele local, discutem uma revolução das ideias políticas, sociais e ideológicas na valorização da liberdade. Texto: Asdrúbal Serrano. Direção: Elenir Rodrigues. Com a Cia Mambembe. Duração 60 minutos. Classificação Livre. Quando: 31 de março, segunda-feira, às 19h00.

Ato Institucional Nº 3 - Tapa na Cara - Sessão de Teatro do Oprimido. A partir de recortes de jornal das décadas de 1960 e 1970, a peça refaz os caminhos tomados pelos chefes da repressão militar contra os movimentos sociais e os estudantes. Coordenação: Asdrúbal Serrano. Com a Cia Mambembe e Teatro Popular Cara e Coragem. Quando: 30 de março, domingo, às 18h00. Espetáculo seguido de homenagem a Etty Fraser, Idibal Pivetta, José Celso Martinez Corrêa, Antônio Abujamra e Lauro César Muniz.

Ato Institucional Nº 4 - Quase Pagu - Leitura Dramática com Eduardo Suplicy e Soninha Francine. Tragicomédia em três atos. Um jovem ator de Teatro Popular, enquanto se prepara para a montagem de uma peça sobre a Patrícia Rehder Galvão, a Pagu, é perseguido por uma militar que o acusa de ser um subversivo e perigoso terrorista. Texto e Direção: Asdrúbal Serrano.  Com o Teatro Popular Cara e Coragem. Duração 90 minutos. Classificação 14 anos. Quando: 30 de março, domingo, às 16h00.

Ato Institucional Nº 5 - Meninos de Brodowski - Peça em dois atos. Revoltados com a tortura, dois internos da Febem de Batatais expropriam o rascunho original de “A Criança Morta” de Cândido Portinari e entregam para uma militante de esquerda. Texto e Direção: Asdrúbal Serrano. Com o Teatro Popular Cara e Coragem. Duração 60 minutos. Classificação 14 anos. Quando: 30 de março, domingo, às 14h00.
 


 

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