ENY CEZARINO

Hoje, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, 19h, Rodolfo García Vázquez dirige Vera Holtz e atores dos Satyros, em leitura dramática para o lançamento do livro de Lucius de Mello, sobre a famosa cafetina Eny. 

Todos convidados!

O Retrato de Bob para Nina

"Nina Nóbile é uma paulistana que vive para o teatro. A atriz encontrou a mulher dentro do grupo Satyros. Foi na Praça Roosevelt que conquistou sua liberdade e foi nos bastidores que conheceu seu marido, Marcelo Thomaz. Da união nasceu a pequena Nina, a “razão de existir” da grande Nina. Atualmente, está cursando a SP Escola de Teatro (onde passou em primeiro lugar), mas já fez Wolf Maya, Teatro Escola Macunaíma entre outros. No grupo, atuou em peças como Não Saberás, Não Salvarás e Justine. Atualmente está em cartaz com Juliette e Não Fornicarás. Tanta entrega tem seus motivos: “Descobri que a dramaturgia é mais que um prazer. Para mim é uma necessidade”."
Fonte: Atores e Bastidores, do R7 - http://bit.ly/1Jeoi1E

 

"Juliette - Uma proposta de análise crítico-visual"

Por Bob Sousa


Há tantos anos fotografando espetáculos teatrais e tentando estabelecer um diálogo entre essas duas artes da representação/recriação de fatias de realidade – de um fenômeno artístico aurático e efêmero –, que muitas vezes me sinto em estado de letargia e pautado pelo senso comum. Um olhar comum.
Em arte – e na vida – os caminhos desse olhar pasmado e subserviente ao discurso hegemônico e perverso nos conduzem a lugares e atitudes perigosos e a ausência de crítica e remontagem de um “chão histórico” para a formação do pensamento – uma vez que só tomamos conhecimento de uma parte ou aspecto da realidade –, nos arrastam para o abismo das opiniões e estereótipos.
É vasto o número de fotógrafos que trabalharam a serviço dessa desconstrução do olhar, e aqui destaco a obra de Diane Arbus, fotógrafa norte-americana que atraiu multidões ao MoMa, Museu de Arte Moderna de Nova York, na década de 1970, para ver sua exposição que apresentava monstros seletos e casos extremos – figuras feias – com roupas grotescas ou degradantes, em ambientes desoladores, áridos e miseráveis. A obra de Arbus transmite uma mensagem anti-humanista e um impacto perturbador, pois concentra seu olhar nas vítimas e desgraçados sem servir ao propósito compassivo que se espera de tal projeto.
Ao realizar uma sessão de fotos do espetáculo “Juliette”, da Cia. Os Satyros, baseado na obra do Marquês de Sade, fiquei extremamente tocado pela energia e o brilho nos olhos do jovem e numeroso elenco composto por dezoito atores e atrizes. Estava ali, diante da minha lente, um ponto de vista dissociado, uma franqueza, uma entrega que meu olhar, saturado e muitas vezes acomodado, já não se esforça para reconhecer. A lente curiosa e ágil que procura o melhor ângulo ou enquadramento também é “olhada” pela personagem curiosa com a novidade que o ato fotográfico estabelece ao lugar da cena.
A obra faz parte da Tetralogia Libertina, que o grupo pretende montar ao longo do ano de 2015. O texto, adaptado por Rodolfo García Rodolfo García Vázquez e Nina Nóbile, a partir da obra do Marquês, traz com toda força, na representação das sete atrizes que compõem o elenco, Juliette, uma das personagens femininas mais controversas da história da literatura. Rodolfo García também dirige a montagem e conta com as assistências de Gustavo Ferreira e Henrique Mello.
Pela figura de Juliette, em várias fases não cronológicas, a obra propõe, assim como o trabalho da fotógrafa Diane Arbus e tantos outros, apresentar em alegorias patéticas, lamentáveis e muitas vezes repulsivas que é possível fazer com que o público não se mantenha distante do tema.
A encenação é vigorosa, e a ambientação e a iluminação, de Marcelo Maffei e Guilherme Pereira, respectivamente, conduzem o espectador para o universo sombrio e luxurioso em que Sade baseou grande parte da sua obra. Os figurinos, de Bia Pieratti e Carolina Reissman, são um novo espetáculo imagético dentro da cena, potencializam a experiência surrealista visual e sensorial.
O elenco generoso, que se reuniu numa quarta-feira fria para a realização do ensaio, é composto por: Bel Friósi, Bruna Guimarães, Daiane Daiane BRito, Diego Ribeiro, Eric Barros, Felipe Moretti, Fernando Soares, Flavio Sales, Janaína Arruda, Lenin Cattai, Lucas Allmeida, Renato Lima, Ren’Art, Ricardo Fernandes, Rodrigo Banks, Sabrina Denóbile, Silvio Eduardo e Stephane Sousa.
A fotografia que dialoga com a cena, que a invade e pulsa junto com as personagens, pode alterar esse estado de anestesia que a sociedade atual tenta reduzir com a supressão do que é aterrorizante e cruel. Mostra que o horror da vida pode ser olhado de frente, que é preciso vencer a falsa sensação de que nada está acontecendo e que estamos imunes a tudo e todos.
E nas palavras de Diane Arbus, que se suicidou em 1971, “a sensação de estar imune era, por absurdo que pareça, dolorosa”.


(Bob Sousa é fotógrafo de teatro e mestrando em Artes Cênicas no Instituto de Artes da Unesp sob a orientação do Prof. Dr. Alexandre Mate.)
Fonte: Portal SP Escola de Teatro - bit.ly/1dCkLx9

PHEDRITA

Hoje é dia de festa na praça Roosevelt: o aniversário da nossa diva automática. Parabéns, Phedra.

Abaixo um texto-homenagem para Córdoba, do nosso saudoso Guzik.

"Como Phedra de Cordoba é chique. Pode estar usando um trapo, mas enverga-o com tanto garbo que fica parecendo a própria Greta Garbo. É preciso ver a expressão misteriosa da diva, quando viaja nas excursões da companhia. E é preciso ver sua desenvoltura quando tem que se expressar na salada de línguas que usa no dia a dia. “I have no espression”, diz para afirmar que não tem palavras de agradecimento. “I want fried potatoes with peru glugluglu”, afirma quando quer bife de peru com fritas. “What sabores do you have”, pergunta, na maior cara de pau, pra rodomoça vietnamita que nos atendeu na Alemanha. E pra mesma rodomoça indaga, direta: “Do you have biscoits”. Phedra é incrível. Elegantésima e fala phedrês. Um fenômeno essa figura que chegou de Cuba pra ser a diva da Praça Roosevelt." (Alberto Guzik, 25/06/2006)

NOVIDADES

Parece que o novo e futuro projeto dos nossos diretores vem com tudo. Na coluna da Mônica Bergamo (Folha de São Paulo) de ontem, mais algumas dicas de como será essa produção:

Ansiosos?!